Preciso falar de você

São exatamente 31 de março agora, neste momento que estou escrevendo esse texto. E depois de uma sessão de terapia, percebi que de fato precisava voltar a escrever. Como as outras pessoas “se afogam” em diferentes formas, me aparenta fortemente que meus textos possuem mais cor quando meus dias são cinzentos e escuros. Claro, que eu jamais imaginava sentar aqui, na frente deste notebook emprestado do meu noivo para dizer o óbvio: EU SINTO A TUA FALTA!! E antes que isso possa parecer arrependimento de término ou qualquer coisa ligada sentimentalmente, você que me lê, está enganado. Trata-se do árduo e verdadeiro LUTO. Perder um amigo de causas naturais, ou um parente já é aflito, mas perder um ser tão querido é doloroso demais. Hoje, ir trabalhar presencial depois de mais de um mês foi doloroso. Ver nossas conversas no ambiente de trabalho, os e-mails das resoluções nas questões administrativas, sua foto na Intranet, a notícia do teu óbito na página inicial, sei lá, me pareceu tão cruel e vil diante de tudo o que eu e todos os colegas (e sim, alguns amigos que de fato você – no caso o Rafa – fez) vivemos esses anos contigo. Poxa, meu primeiro emprego e que graças à uma terceira pessoa, eu tive o privilégio de te conhecer e compartilhar tanto com você. Céus! É doloroso. E não estou falando porque já malhei no dia de hoje. É inquieto e frio a sensação de fisicamente não te ter mais na Terra. Sim! Ainda me considero uma pessoa que acredita que a Terra é uma passagem para a glória de Deus. E por mais que a MORTE seja corriqueiro e constante, me incomoda o fato de não falarmos sobre ela. Talvez – ou com toda certeza – porque sabemos que ela evidencia o que é importante nas nossas vidas e o quanto o nosso olhar estava pobre e focado no ambiente, nas pessoas, nas coisas que não levam para frente. Bom, por mais contraditório que isso possa parecer, TEMOS QUE DE FATO darmos valor as pessoas quando estão em vida. Covid-19 (e eu em pleno 2021 escrevendo tardiamente) deixou claro que o rito de passagem do ser presente para a ausência eterna não tem sido debatida com tanto vigor e coragem como a política no nosso País ou até no mundo. Pessoas, onde é que vamos parar? Tenho parado a cada discussão com quem amo, a cada choro do nada, seja pela lembrança ou pela memória construída e solidificada no meu cortéx (é lá mesmo que se guarda?). Tenho sentido muito e sentir dói. Ouvir músicas altas no fone e “devanear” meus pensamentos não tem sido suficientes. Como todos os meus esforços não foram para dizer ao Rafa o quanto eu amava a nossa amizade. Com ele eu me arrependo de não ter enfatizado isso na última vez, lá em Fevereiro, quando entramos em lockdown por causa da pandemia. E hoje meu coração sangra pela saudade e pelo arrependimento, não invalidando tudo o que fiz e tudo o que falei, mas exatamente pelo o que não foi dito.

Não sei o que você, que lê esse texto esta passando, mas seja lá o que for, vai passar, e antes mesmo que isso passe, não é melhor por tudo no seu devido lugar?

Fica a reflexão!

O que você tem aprendido com a pandemia?

Nem sei por onde começar. Foram tantos aprendizados desde que foi decretado a pandemia no nosso país.

Passei por uma série de coisas antes que isso tudo começasse. Nem nos meus sonhos [ou pesadelos!] mais loucos, imaginei que o ano de 2020 seria de tamanho aprendizado. Vai contra a todos os anos “ruins” que eu tive ao longo da minha existência. Esse, sem sombra de dúvidas, foi o intensivão, a prova mais árdua ou o vestibular mais cansativo.

Longe de parecer uma crítica ou deixar fluir nesse teclado em palavras que vos escrevo, que esteja de alguma maneira reclamando. Não mesmo! Mas acho importante de maneira literária, visual e prática registrar mais uma vez com detalhes [não tão detalhistas assim!] o que esse ano tem representado pra mim.

Graças à Deus comecei a terapia. Não de maneira que imaginei um dia [apesar de não achar que precisaria desse tipo de aJUda…], mas foi necessário todo um tipo de ocorrências momentâneas para que eu começasse. E sabe o que mais? Um P*TA DE ARREPENDIMENTO de não ter feito isso antes. Onde estava? O que comia? O que pensava? Não faço a mínima ideia [talvez faço sim, já que os posts daqui não me deixam esquecer].

Foi tudo tão intenso e exaustivo, que só com aJUda mesmo para que continuasse levantando de tantas quedas. Tantos anos doente mentalmente e tanto estrago que isso foi causado [dentro de mim e dentro de alguém!], que o mínimo [mas significativo!] que pudesse fazer era não “estragar” mais o meu ser ou de quem estivesse ao meu lado.

Crescer é um processo dolorido. Levantei essa questão em terapia, e me surpreendi com a resposta positiva da psicóloga. Parece que certos momentos precisamos de uma afirmativa [mesmo que ela preceda de situações não tão confortáveis], de uma visão neutra de tudo o que esta ocorrendo e dos passos que estou dando, rumo ao desconhecido chamado VIDA!

Falei muito mas não disse nada. É esse o verdadeiro propósito. Ao menos, por hora, não seria inteligente ou viável explicar o que pretendo fazer. Gosto da ideia de concretizar o plano e depois compartilha-lo. Sei lá [ou sei de fato], mas acredito que isso faça algum sentido.

O que ninguém te conta sobre Honestidade

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O que compartilham ou o que te disseram quando criança acerca da honestidade? Quer dizer, notoriamente quando somos novos temos a honestidade muito aflorada quando somos “confrontados” ou estimulados a dizer o que achamos a respeito de algo ou alguém. E necessariamente nesse mesmo momento aflorado, somos recriminados a sermos honestos apenas em momentos pontuais ou com certos tipos específicos de pessoas. Parece que reaprendi isso verdadeiramente (de ser honesta novamente!) com 29 anos (3 anos atrás…), ou precisamente no início de 2017. Não é estranho que eu apenas com essa idade tenha entendido (e decidido) à importância de praticar (a honestidade) fio a fio? Estranho com poder e propriedade da palavra.

Como o hábito de acordar e escovar os dentes, a honestidade não tem lugar cativo no nosso dia a dia. E como posso generalizar tanto? Simples: veJU poucas pessoas como que vos escreve “colher os frutos” ruins de tanta exposição. Pois é, nem sempre a vida é um mar de rosas. Não digo isso por tratar-se de uma palavra derivada do latim e por ser feminino (se é que entendeu o que quis dizer…).

De maneira bem fluida e direta, a honestidade nada mais é que uma QUALIDADE da pessoa que age com retidão, de acordo com a verdade. Característica do ser que é sincero e em quem se pode confiar, quem possui lealdade. Atente-se a esses pontos grifados [coisa que dificilmente – ou nunca – tenho feito por aqui], porque é disso tudo (também) que quero falar.

Existe um preço oculto, de custo muito alto, nas entrelinhas do que significa ser honesto. Em toda sua totalidade do praticar e entender o quão importante é preciso ser. E para sermos o que queremos, precisamos passar por etapas nem sempre confortáveis. A evolução requer um sofrimento. Não existe neste planeta [ou na galáxia!] qualquer transformação sem um rompimento. Não tenho propriedade psicológica para afirmar isso, mas posso basear-se pelo nascimento de uma criança, que, crescer demanda uma constante modificação física, psico e motora.

Não sou o ser mais fácil de entender entrelinhas. Odeio vitimismo e amo quando a pessoa diz o que gostaria de dizer, de maneira amável e verdadeira. Funciono em um modo de zero filtros. Aliás, graças à terapia [um beiJU em especial para minha psicóloga], tenho entendido que isso é algo primordial para entender quem sou e onde quero chegar. Pasmem, mas o maior arrependimento desta vida adulta da qual me encontro [boletos em dia, estabilidade emocional recente e vida espiritual em foco], foi não ter começado a bendita terapia antes.

Entenderia muito mais coisas logo de cara, evitaria alguns envolvimentos predispostos ao fracasso e pouparia muita gente de um desconforto. Sim, sempre captei quando fazia mais mal do que bem à alguém. E estranho [a mesma do 1º parágrafo] é que fui muito criticada por isso. Enxergava com a graça divina e com a perspicácia que nunca me faltou, que ciclos se iniciam, se vivenciam e se encerram. Insistir em algo que já se acabou é um tiro no pé. E graças à Deus, não tenho mais pendências na minha vida.

Logicamente, como a tendência do ser humano é “ver um problema e já querer se enfiar”, tratei de entender meu atual papel onde me encontro. Realmente quando você acha que possui as respostas da Vida, a mesa gira e você encontra-se em um lugar que jamais imaginou estar. Assustadoramente terrível, impressionantemente maravilhoso. Se alguém virasse pra mim e me falasse que minha vidinha iria ter uma reviravolta em Setembro de 2019, com toda clareza [e certeza!] eu iria gargalhar na cara dessa pessoa [nessa época gotículas salivares eram permitidas no ar].

Foi através de uma mudança profissional, que toda a avalanche do crescer veio acompanhando [e arrastando morro abaixo] meus outros aspectos da vida. Quando olho para trás, não consigo ter raiva, ódio ou tristeza. É uma gratidão mais alta em magnitude do que o Monte Everest. E isso deve-se a que? A postura de ser honesto. Quando se vive a verdade do que vê, do que sente, do que se passa dentro de ti, não existe tempo para arrependimentos. As escolhas, mesmo que provenientes de erros, tornam você melhor, ou na pior das hipóteses, te alertam de maneira direta o que você NÃO DESEJA. Mais do que aprender o que se quer, é ter a certeza [da palavra e da ação] do que você não irá se prontificar a passar novamente.

Minha amiga de trabalho falou algo sábio uma vez [já falou várias, na verdade]: “existem certas situações que se você não graduar, elas irão se repetir na sua vida”. Não sei você que ler, mas loop só serve na roda gigante ou na montanha russa, fora um desses sistemas recreativos, o loop pode caracterizar em um cachorro perseguindo o próprio rabo [mesmo que por diversão] e não saindo do mesmo lugar. Por mais que seja engraçado, não existe beleza nisso.

Atualmente, magoei uma pessoa da qual gosto muito. Minhas escolhas a afetaram de alguma forma, e diretamente o que se tinha pode ter sido quebrado ou nem exista mais. Foi duro perceber que precisei ir até o final para comprovar a mim mesma que estava certa. Infelizmente foi o que escolhi e claramente foi uma péssima opção, porém, foi reconfortante saber que agi com a verdade. Isso, caros, não tem preço. Você colocar a cabeça no travesseiro JUntamente com suas lágrimas e saber que no fim das contas, não existirá dúvidas a ter rondar, ou a energia que se gasta para sustentar uma mentira não irá drenar toda sua vontade de viver… é sem igual.

Então, esse processo não vai ser um caminho florido e cheiroso como a florada das Cerejeiras no Japão, mas lá no fundo, sinto que já valeu a pena ser quem sou e entender que posso melhorar a cada novo acerto ou a cada novo erro a ser aprendido.

Feliz Ano Novo? Oi 2020

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Reeeeeeeeeeesssngaaaaaa!

Tu piscou e já estamos em 17 de janeiro de 2020. Primeiro post do ano que se inicia. Não digo tão novo porque depois de Dezembro, tenho minhas dúvidas, mas em contrapartida, voltei e continuo no “antes tarde do que mais tarde”.

Posso dizer que esperar 11 meses pelo meu mês preferido foi uma péssima ideia para 2019. Ô pessoa desencanada e desprendida de uma “intuição maior” de que “Esse ano não Meu Bem. O fim vai ser pior que o começo”.

Sim, me iludi e me ferrei, mas sobrevivi para contar sem tantos detalhes que estou contente com esse ano e com “o dia de cada vez que estou vivendo”. Os planos de outrora foram todos minados com a mais forte e poderosa bomba. Longe de culpar a Deus ou qualquer outra pessoa, só o leve-breve desabafo de que tudo passou [será mesmo??].

Notícia boa é que entrei nos 32 anos. Um pouco mais perto dos 40 anos [porque mentalmente acredito que isso vai fazer um UPGRADE maior de conhecimento, sabedoria e discernimento de vida] e vou ser tia novamente. Vão ser quatro bacuris para encher minha vida de mais amor e felicidade momentânea [até o primeiro choro ou penúltima birra]. Não serão quatro de uma vez só, são três que ganharam mais um de companhia nessa temporada chamada “Vida Familiar“. Cê eu tô feliz? Pra burro [ou burra no meu caso!!].

Primeiro ano novo da vida que consegui passar dormindo. Deu 22h30 da noite e eu já estava relaxando minhas têmporas no travesseiro em casa. SOZINHA. Sem ligações. Sem roupa e acessórios novos para tal [viva o modo avião do celular – ele não serve apenas para carrega-lo mais rápido]. Sem maquiagem cara ou a caminho do Uber para o evento. Era eu, Deus e minha cama me abraçando e afirmando que tinha tomado a melhor decisão da minha vida [por pura-extrema necessidade]. Salvo o sono até por volta de 00h20/00h40, que eu e meu coração comprovamos que estávamos bem e que a manutenção da saúde nem precisava nos primeiros minutos do ano novo.

Os fogos de artifício que soltaram no bairro foram o suficiente para comprovar que “sim, sua saúde cardiológica vai muito bem, obrigado”. Os dois estrondos quase me arrebataram para o céu. Falharam? Sim. Mas em compensação, senti na pele [e no core mio!!] o que os doguinhos passam quando estão sozinhos em suas casas nessas noites de festas [mentalmente só lembrei do ano novo para sair de casa. Tem o carnaval né?! E conta!?].

Retomei minha leitura [aos poucos!] e o hábito da escrita. Decidi também nesse 1° semestre do ano sair da zona de conforto e fazer coisas que habitualmente não faria, tipo, sei lá, pirueta no meio da rua, sabe?! Coisas bem atípicas. E para fechar com chave de ouro, deixei o meu coração em off [Tchau relacionamento. Oi Deus!] e vou focar em relações interpessoais de riqueza momentânea: o vulgo VALORIZAR MOMENTOS ESPECIAIS. Muitos desses favorecendo as velhas amizades e perceber novas oportunidades de convivência. Aquela ideia de que cada ser humano é um Universo a ser desvendado [e respeitado, por favor!!].

🙂

Não vai ter pasta no Natal da famiglia

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Hoje são quatro de julho de 2019, e infelizmente não gostaria de estar escrevendo estas palavras neste post, porém, por uma saúde mental, pessoal e familiar, sinto a necessidade na ponta dos dedos de descorrer o que é inevitável: A MORTE.

Mês de junho foi um mês muito pesado. Tirando o dia dos namorados e o meu dia comemorativo de namoro, o resto foi ladeira abaixo, sem rodinha e sem freio algum. A batida, claro, era de se esperar, mas o “estrago” foi muito maior do que esperado. Aliás, não que eu esperasse que isso acontecesse, mas felizmente foi o ocorrido.

Felizmente porque trata-se da última “fagulha” de base familiar. Sim, perdi um ente querido. Um familiar de anos (mas precisamente 90 anos de existência), um ser que junto com outro ser [Vózinha, sinto muito tua falta!!] formou essa família de 3 filhos, 9 netos [um in memoriam] e 8 bisnetos [Malu recém chegada]. Ambos partiram, e meu avô nos deixou. Hoje, fazem 7 dias da sua partida, e por mais esperado que fosse, o sofrimento fisíco foi muito maior.

A MORTE sempre foi e sempre será algo certo e incontrolável na vida de qualquer ser nesta Terra [ou fora dela, dependendo do teu credo!], mas a maneira como esse recomeço é estartado [existe essa palavra?!] que te faz pensar no que fazer no seu presente. Sou de família de origem italiana, então isso meio que significa que todo mundo sabe de todo mundo [claro, existem segredos velados – mas nem todos resistem ao tempo] e todo mundo procura cuidar de todo mundo, mesmo que isso mais atrapalhe que aJUde.

Dizem que quem morre primeiro de um casal pode significar que seja o melhor de ambos. E o que fica na Terra, é para ser tratado em alguma esfera da vida [ou talvez em TODAS elas!!]. No decorrer deste processo, o que dita teu final é a maneira como você vai desenrolando essas dificuldades. Meu avô nunca foi uma pessoa fácil. Era preocupado? Sim! Era protetor? Sim. Com quem deveria ser? Não! E é por isso que tudo teve o desenrolar que foi.

A comemoração ano passado dos seus 90 anos não foi só um milagre, mas como um presente de Deus na vida dele. Sei disso, pelas coisas que ele dizia e conversava quando tinhamos oportunidade de tal. Sempre muito católico, meu avô era muito presente na Comunidade Católica que ele frequentava. Não é atoa que seu sepultamento e velório duraram mais de 21 horas. 21 f*cking horas pra que ele não visse, ouvisse ou participasse. Ele foi o velhinho mais ativo nas comunidades de Brasília, e isso foi constatado só no seu fim. No decorrer da existência e vivência, ele foi um ponto de questionamento aos mais novos, afim de contas, era um velho de 90 anos subindo escadas pra assistir a missa.

Meu avô se apegou muito mais ao lado espiritual depois da partida da minha avó. O lado ruim disso [se é que posso dizer isso…] é que ele só focou NESTE LADO e esqueceu todo o resto. A família mesmo só era para ser notada nos eventos ou nas preocupações financeiras alheias, o resto não foi dado muita importância [ao menos nos relatos que me chegaram ao ouvido]. Para ele, rezar trocentas vezes o terço, ter macarrão e galinhada nos domingos era o mais primordial. E deu certo, senão, nem teria vivido mais de 11 anos sem Ela, mas no fundo, não foi o suficiente.

Nestes últimos dias de vida, ele já não era ele. Entende? Um velho comunicativo, que falava alto, xingava, gostava de uma geladinha e jogava buraco [baralho], se tornou um ser humano quieto, exausto, calado e sonolento. Muito. Único barulho que ele produzia era dos pulmões carregados de secreção. Se alguém já foi em uma UTI ou já viu a terceira idade com pneumonia, vai saber do que estou falando.

Seus últimos momentos me ensinaram mais que os meus 31 anos de convivência. Me ensinaram que nunca é tarde demais para se aprender uma lição, por mais dolorosa, sofrida, longa e importante que fosse [e seja!!]. Aprender facilmente antes é melhor que aprender argilosamente depois. E felizmente foi assim com ele. Sua morte foi encarada por nós familiares como o ATESTADO DE DESCANSO que ele precisava, mas foi doído demais. E dói ainda hoje, principalmente pelos filhos, porque por mais pior que seja você ter ao lado alguém tão orgulhoso e de personalidade forte, ruim é você não ter mais aquela pessoa que te ensina sobre “como NÃO se comportar na vida”.

Amei e amo meu avô, mas não faço vista grossa a tudo o que aconteceu na vida das minhas tias e do meu Pai ao longo dos anos dele como pai e marido. Isso se reflete em mais de 3 gerações. CONSEQUÊNCIAS para todos os atos que fazemos é o meu alerta. Fora o meu post no Twitter sobre a importância [e negligenciada!!!] do ato de TOCAR alguém. O contato físico direto. O encosto da ponta dos dedos sobre o Universo que é um ser humano. Cada qual com sua constelação, seus eclipses e suas fases lunares.

Toquei, beijei, acariciei com amor e demonstrei preocupação em todas as vezes que tive a oportunidade. Por mais que ele não me instigasse a tal [fora o tratamento de pedir Bênção depois de anos que nunca fiz – porque no lado familiar materno, esse hábito existe e persiste até os dias atuais…] sempre procurei fazer o papel de NETA e não de educadora e acusadora. Fora que, a minha paixão por massas, pastas e afins nasceu graças à Deus dele – meu avô – e nisso eu sou grata pela existência. Porque se não fosse por ele antes, não seria por mim agora. Dá pra entender?

A outra perda merece um texto exclusivo só para ela.

Por hora é só a ausência física e gastronômica que nossa família vai sofrer neste Natal de 2019. Certeza que a ceia natalina vai ser mais nostálgica que os maiores sucessos de mil novecentos e noventa.

Nessa Paz Eu Vou – Tiago Iorc

 

Com esse vídeo acima dou início a sensação maravilhosa que é ESTAR SÓ em sua  própria companhia, mas que compartilhar a VIDA com quem se ama é um verdadeiro Paraíso na Terra.

Se tu gosta do caro, é o caro que vai te atrair. Se é o reluzente que te chama atenção, então é o brilho que vai te cativar. Se é do simples, direto e reto que te faz ficar, então seja bem vindo.

Agradeço profundamente no meu ser e minha existência à todos os guris que passaram na minha vida. Assim como o poeta, “eles passarão e eu passarinho…”. Um pássaro que achou um companheiro de voo por esse mundo afora (mesmo que não seja saindo deste continente que habito).

Encontrei minha andorinha para fazer verão mesmo quando estivermos no auge do inverno (tem como ficar mais frio do que já esta?!). Encontrei meu guia de voo em repleto temporal e meu abrigo em meio a muita chuva e escuridão.

DeseJU a todos nesse Dia dos Namorados encontros, reencontros e descobertas na esfera sentimental. Um renovo no mais variado tipo de relacionamento, um novo achegar nos diferentes Universos que se esbarram em esquinas, elevadores e restaurantes. Uma inovação no modo de ver, lidar, criar, sentir e compartilhar da vida à dois.

Despedidas Despedaçam – 1

 

Não sabia que era necessário sentir tanto sofrimento no espaço. Sou um grão de areia em plena praia carioca, mas a tua ausência física é maior que o próprio Cosmo. Estou aqui incomodada com a tua falta nas coisas, nas roupas, nos objetos e no ar. Teu cheiro dissipou. Na primeira corrente de ar que adentrou a porta, entrou a Saudade, o Incômodo, a Dor e o Medo. O teu perfume que beirava as minhas narinas agora é só memória. A Saudade me atormenta a cabeça. O Incômodo resolveu me tirar do sério em extensão indefinida. A Dor rasgou meu coração que está em UTI, sem previsão de alta [quando você volta?]. O Medo de não ter você é o que me assombra mais. Esse quarteto veio morar na sua falta. Carência e Nostalgia estão enfadonhas em mensagens neurais. Quando me percebo, são soluços, são lágrimas vertendo e escorregando nas minhas sardas que me trazem a realidade cruel que é de não te ter por perto. AQUI. Okay? Aprendi [preveJU intensidade nesse aprendizado ao longo dos dias] que realmente nas menores coisas que fazemos JUntos é o que torna tudo mais bonito. Na verdade, já sabia disso antes mesmo que existisse a ideia que você fosse, mas que eu ficasse desta vez. Aprendi quando a mesma distância que nos separa hoje, é aquela que me fez aproximar de ti. Sei que agora nossas músicas favoritas serão ainda mais tocadas na lista da Spotify. A banda 2G e 5G da wi-fi lá de casa já sente o ápice de que essa velocidade toda para uma pessoa só gera o desperdício enorme [na banda e na conta no início deste mês]. Okay Preto? Sei que você vai rir quando ler este texto, achando que estou sendo melodramática ou coisa do tipo. Que no fim, vai ficar tudo bem e que logo você vai estar voltando, mas sabemos que as coisas não funcionam bem assim.

Sobre tempos ruins…

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Pequenez. Não consegui depois de horas entre ontem e hoje que melhor descrevesse o que sinto, me vejo ou percebo o mundo quando coisas ruins acontecem. E isso em qualquer esfera da vida. Tentei e bati muito cabeça em relação a isso e não resta dúvidas: somos mesmo pequenos. E com tantas desventuras em série que venho passando, estou certa que eu esteja no final dessa fila.

Sou fã de resoluções mas não para minha vida. Apoio, vibro e torço muito para quem se planeja antes mesmo do atual presente chegar. Minha alma é intensa demais para se organizar tanto assim. No máximo uma janela de 60 dias [máximo do máximo, tanto de planejamento quanto de humor para tal…] e olhe lá. Fora isso, tudo certo, okay? Gostaria, mas não é assim que funciona.

Por numerosas vezes [que não sei quantas ao exato] descrevi que minha alegria é de alma, espírito e física. Algo que transcende. Um dom natural e peculiar que Deus resolveu me presentear [e se divertir com isso] só para ver até quando daria conta do recado. E por Ele saber que não nasci com vocação para “pombo correio”, os ciclos vão se repetindo a maneira que eu saiba lidar melhor com a semelhante situação. Na minha visão, um saco de vida, mas na visão dEle, um “moldar” importante.

Ano passado, tinha proposto com uma amiga de efetuarmos em nossa matemática urbana, uma meia maratona… mais famosinha por “21k”. Até aí tudo certo senão fosse o errado. ADOECEMOS DO NADA. Quer dizer, do nada necessariamente não foi, mas não fizemos de modo nenhum algo que causasse tanto estrago. Nem no meu corpo e nem muito menos no dela. Quando ela estava há “plenos pulmões”, estava eu de molho. E vice versa.

Corremos? Nem perto disso. Neste ano, precisamente 1 de fevereiro de 2019, conseguimos correr “as duras penas” 10km de distância. Sofrendo eu, morrendo eu, despedaçando eu, abalada eu porém sem querer desistir [mentchiiira, queria para no primeiro 1k…]. Ela se manteve. Brilhou. Teve uma postura e uma dominância [essa palavra existe!?] sobre seus pensamentos e continuou até o final. Fez tudo o que sempre falei para fazer: DOMÍNIO PRÓPRIO.

“Okay Morena, mas o que isso tem a ver com a questão”? Tem que depois disso, não nos vimos mais, e eu piorei [ou voltei ao problema] de saúde. Ela corre toda semana, posta nas redes sociais e meu coração fica radiante de orgulho e meu corpinho triste de não acompanha-la. ADOECI NO AUGE dos meus planos. Planos de meia e uma maratona. De escalada em Santiago [só para ver meu namorado falar em españhol – que acho sensual demais]. De paraquedas e bungee jump. De aumentar a massa magra de 55kg para 65kg e ficar com apenas 5kg de gordura corporal no corpo.

Vi todo meu esforço de mais de 1 ano ser dissolvido que nem açúcar em copo com água para acalmar. Já chorei, já esbravejei, já xinguei todas as minhas escolhas e todos os meus erros. Meu corpo estacionou. Perdeu o vigor, a energia e a autonomia que tinha para realizar os sonhos. Hoje estou mancando, com derrame em dois lugares e sem motivação de antes. ADOECI A MINHA FÉ de continuar.

Os planos são maiores e melhores, mas a minha pequenez queria os de antes disso tudo ocorrer. E hoje o que faço? Só choro e tomo conta para não piorar a situação. Respeito minha limitação e aceito que agora o melhor é esperar [ainda mais para um espírito inquieto que mora comigo]. Que cuido da minha vida espiritual e que se for para ser assim, tudo bem. Mas que houver qualquer chance de mudar, até o meu último esforço eu vou fazer.

Sou pequena. Sempre fui. A caçula em vários pontos da vida. A menor diante do Criador. A menos “sabida” do que me espera amanhã e a com menos permissão especial de determinar o resultado final de tudo isso. E precisou disso tudo estar acontecendo para entender que ESTA TUDO BEM.