Em 2020…

Aprendi muitas coisas. Principalmente na marra. Porque a vida não espera para que você se sinta “melhor” em lidar com os seus problemas, dos outros e de todo resto. Tive que desistir de sonhos que estavam muito próximos de acontecerem, por saber o quão doente mentalmente eu estava e o quão nocivo isso seria ao decorrer do tempo se o “SIM” tivesse sido dito e meu sobrenome aumentasse mais um nome, com mais uma estória para contar.

Aprendi a pedir ajuda. De maneira profissional, de maneira familiar e de maneira social. Foi difícil, e talvez uma das lições mais árduas. Deus não nos criou sozinhos, para isso foi preciso um homem e uma mulher, e até nisso Ele continua nos ensinando. E eu segui aprendendo ao longo do tempo.

Aprendi a confiar mais nas pessoas, me decepcionar e me tornar um ser mais vulnerável. Não foi fácil. Passei por decepções (e devo ter decepcionado também!), humilhações e desrespeitos. E aprendi a me machucar mais. E de longe isso não foi nem um pouco fácil. Ou seria ao contrário do que realmente foi.

Aprendi a estar mais perto de Deus porque eu mal saberia o que me aguardaria em 2021 (o que rende um próximo post!). As lições foram ficando mais intensas e constantes ao longo dos dias. Passei por nervosismos da “primeira vez”, com uma perspectiva totalmente diferente dos meus outros anos de vida. Foi deveras importante saber que eu era/sou uma pessoa ansiosa. Que quando meu intestino para de produzir bolo fecal (vulgo borboletas no estômago), não é simplesmente por capricho físico. Tem um algo a mais aí.

Aprendi a valorizar super minha própria companhia, mesmo que isso acarretou há dias sem me alimentar direito, mal levantar da cama e só ir no banheiro ou buscar uma água para manter meu “home office” ativo. Graças à minha amiga de trabalho (e agora minha Madrinha de Casamento). E complementando isso, foi um ano de despedidas também. Pessoas queridas e alguns familiares que partiram para outro plano.

Aprendi a não me chocar com as más notícias ou acontecimentos, não me espantar com o que pior pode ser dito pelo próximo, mesmo esse não estando tão próximo assim. A lição de que o “lockdown” afastou as pessoas, na minha perspectiva, só evidenciou o que de fato já estava terminado. As pessoas que mais amei e amo na vida continuaram “perto” de mim mesmo que não fisicamente. E isso foi maravilhoso, por perceber que fiz boas escolhas quando a vida me deu opções.

Aprendi a me doar e abraçar os sonhos de outra pessoa, principalmente o quesito “veracidade das informações”. Fui mais sincera, honesta e verdadeira do que jamais fui. Acredito que pesei a mão em algumas verdades, mas o meu passado graças à Deus não pode me aprisionar. Continuo sendo aquilo que nasci para ser: eu mesma.

Como NÃO se casar – parte 1

Oie!

Quanto tempo que não apareço por aqui, certo? É, a vida encontra-se complicada. Muitas mudanças de vida em pouco mais de um ano! É, eu vivi 5 anos em 6 meses de 2021 e eu não recomendo as consequências disso para ninguém. É deveras pesado.

Mas como não só de “desventuras em série” vive essa Morena, posso relatar que tive alguns momentos de alegria e aconchego.

Bom, baseado no título, já posso dizer que a vida dois é um p*** desafio. A cada minuto. Ao ponto da respiração fora de órbita na cama à dois te “tirar do sério”. Na verdade, não me tira! [Ao menos não a respiração, mas o ronco que vem acompanhado].

“Case-se com alguém que tenha defeitos que você suporte”. Eu não achei de fato que essa afirmação faria qualquer tipo de sentido, mas é real com propriedade em cada letra dessa frase. Minha sorte é que os defeitos do meu marido não foram nenhuma novidade da época que estávamos nos conhecendo e do período que fiquei noiva. Pois é, eu pulei a parte do namoro. Digamos que namorar alguém de longe e de quebra “morar” com essa pessoa me trouxe traumas.

A casa fica muito mais cheia quando o marido [ou no caso de alguns, esposa], o cachorro e a ex-gata [uma estória para outro post, se eu lembrar de voltar aqui!], do que quando não estão. Na verdade, aqui nesse cafofo que estamos completando três meses de casados vira um Palácio quando meu marido tem que cumprir plantão no serviço. Um palácio abandonado e sem vida, diga-se de passagem. [Ai que romântica que ela está – piada interna].

Existem limites que devem ser impostos quando o assunto são PARENTES! Sim, sim e sim. Você se casou e se tornou um com aquela pessoa [e toda vez que alguém diz isso, pra mim soa muito Declaração do IRPF – por ser um único endereço], mas não necessariamente os parentes de cara viram os seus. Aquela “penumbra” que te separava e que você mal lembrava os nomes porque era uma enxurrada de uma vez só, cai e a realidade vem a tona [muitas vezes difícil de engolir].

E fechando uma pseudo linha de raciocínio, morar em uma mesma casa por trinta e três F***ING anos não é saudável para ninguém. JURO. Mesmo que isso seja sinônimo de mentira. É deveras prejudicial viver tantas fases entre as mesmas quatro paredes. Não recomendo.

Boomerang

Oie!

Será que, depois de quase sete meses, consigo ao menos digitar alguns parágrafos para “formalizar” as coisas que se passam aqui, do outro lado do touch (ou tela)?

Sim, a vida tem sido corrida e vivida de maneira muito intensa. Não é sempre que em mais um ano de pandemia se planeja [ou tenta] um casamento que o prospecto seja para o resto da vida. Ou é todo ano que acontece?

Okay. De fato são todos os trezentos e sessenta e cinco dias [salvo ano Bissexto] que geralmente ocorre. Todo ano são pessoas e pessoas se encontrando, se desencontrando, casando e deixando de serem casadas. O que é uma pena ao meu ver. E olha que ainda sou solteira perante a sociedade.

JESUS ESTÁ VOLTANDO!

Demorei anos e anos para entender que de fato o Filho de nosso Criador está voltando. E o que isso tem a ver com o texto Morena? Tudo!

Viemos d’Ele e voltaremos para Ele, assim como o título deste pequeno post.

Quero deixar isso claro aqui, mesmo que seja para que eu, repetidas vezes, faça uso de minha visão para internalizar e acreditar no que leio.

Tenho vivido o amor e os propósitos de Deus na minha vida todos os dias. Como é difícil crescer e largar coisas que nos atrasam nesse relacionamento enriquecedor.

E claro, estou aqui para transcrever que vou casar e estou eufórica com isso. Meu sonho de ser casada aos vinte e um anos ocorrendo aos trinta e três anos, na idade de Cristo. Sim, gosto de números mesmo não sendo de exatas. Hehe!

Em pleno dois mil e vinte um vivendo tantas várias vezes e fechando tantos ciclos. Obrigada a todas as pessoas que fizeram parte da minha vida e das quais eu tive a oportunidade de fazer também. São “temporadas” que me transformaram sempre para o melhor, mesmo não sendo as mais enriquecedoras e gostosas lembranças.

Preciso voltar a escrever. URGENTEMENTE. Porque sinto que meus pensamentos estão inundados de experiências que a “não prática da escrita” engessa muito do que pode ser útil, e não necessariamente bonito.

Noivo, se um dia você entrar neste link, obrigada pela oportunidade de escrever uma nova estória ao meu lado. Nós três sempre juntos é o que mais deseJU na nossa vida: eu, tu e Ele.

Preciso falar de você

São exatamente 31 de março agora, neste momento que estou escrevendo esse texto. E depois de uma sessão de terapia, percebi que de fato precisava voltar a escrever. Como as outras pessoas “se afogam” em diferentes formas, me aparenta fortemente que meus textos possuem mais cor quando meus dias são cinzentos e escuros. Claro, que eu jamais imaginava sentar aqui, na frente deste notebook emprestado do meu noivo para dizer o óbvio: EU SINTO A TUA FALTA!! E antes que isso possa parecer arrependimento de término ou qualquer coisa ligada sentimentalmente, você que me lê, está enganado. Trata-se do árduo e verdadeiro LUTO. Perder um amigo de causas naturais, ou um parente já é aflito, mas perder um ser tão querido é doloroso demais. Hoje, ir trabalhar presencial depois de mais de um mês foi doloroso. Ver nossas conversas no ambiente de trabalho, os e-mails das resoluções nas questões administrativas, sua foto na Intranet, a notícia do teu óbito na página inicial, sei lá, me pareceu tão cruel e vil diante de tudo o que eu e todos os colegas (e sim, alguns amigos que de fato você – no caso o Rafa – fez) vivemos esses anos contigo. Poxa, meu primeiro emprego e que graças à uma terceira pessoa, eu tive o privilégio de te conhecer e compartilhar tanto com você. Céus! É doloroso. E não estou falando porque já malhei no dia de hoje. É inquieto e frio a sensação de fisicamente não te ter mais na Terra. Sim! Ainda me considero uma pessoa que acredita que a Terra é uma passagem para a glória de Deus. E por mais que a MORTE seja corriqueiro e constante, me incomoda o fato de não falarmos sobre ela. Talvez – ou com toda certeza – porque sabemos que ela evidencia o que é importante nas nossas vidas e o quanto o nosso olhar estava pobre e focado no ambiente, nas pessoas, nas coisas que não levam para frente. Bom, por mais contraditório que isso possa parecer, TEMOS QUE DE FATO darmos valor as pessoas quando estão em vida. Covid-19 (e eu em pleno 2021 escrevendo tardiamente) deixou claro que o rito de passagem do ser presente para a ausência eterna não tem sido debatida com tanto vigor e coragem como a política no nosso País ou até no mundo. Pessoas, onde é que vamos parar? Tenho parado a cada discussão com quem amo, a cada choro do nada, seja pela lembrança ou pela memória construída e solidificada no meu cortéx (é lá mesmo que se guarda?). Tenho sentido muito e sentir dói. Ouvir músicas altas no fone e “devanear” meus pensamentos não tem sido suficientes. Como todos os meus esforços não foram para dizer ao Rafa o quanto eu amava a nossa amizade. Com ele eu me arrependo de não ter enfatizado isso na última vez, lá em Fevereiro, quando entramos em lockdown por causa da pandemia. E hoje meu coração sangra pela saudade e pelo arrependimento, não invalidando tudo o que fiz e tudo o que falei, mas exatamente pelo o que não foi dito.

Não sei o que você, que lê esse texto esta passando, mas seja lá o que for, vai passar, e antes mesmo que isso passe, não é melhor por tudo no seu devido lugar?

Fica a reflexão!

O que você tem aprendido com a pandemia?

Nem sei por onde começar. Foram tantos aprendizados desde que foi decretado a pandemia no nosso país.

Passei por uma série de coisas antes que isso tudo começasse. Nem nos meus sonhos [ou pesadelos!] mais loucos, imaginei que o ano de 2020 seria de tamanho aprendizado. Vai contra a todos os anos “ruins” que eu tive ao longo da minha existência. Esse, sem sombra de dúvidas, foi o intensivão, a prova mais árdua ou o vestibular mais cansativo.

Longe de parecer uma crítica ou deixar fluir nesse teclado em palavras que vos escrevo, que esteja de alguma maneira reclamando. Não mesmo! Mas acho importante de maneira literária, visual e prática registrar mais uma vez com detalhes [não tão detalhistas assim!] o que esse ano tem representado pra mim.

Graças à Deus comecei a terapia. Não de maneira que imaginei um dia [apesar de não achar que precisaria desse tipo de aJUda…], mas foi necessário todo um tipo de ocorrências momentâneas para que eu começasse. E sabe o que mais? Um P*TA DE ARREPENDIMENTO de não ter feito isso antes. Onde estava? O que comia? O que pensava? Não faço a mínima ideia [talvez faço sim, já que os posts daqui não me deixam esquecer].

Foi tudo tão intenso e exaustivo, que só com aJUda mesmo para que continuasse levantando de tantas quedas. Tantos anos doente mentalmente e tanto estrago que isso foi causado [dentro de mim e dentro de alguém!], que o mínimo [mas significativo!] que pudesse fazer era não “estragar” mais o meu ser ou de quem estivesse ao meu lado.

Crescer é um processo dolorido. Levantei essa questão em terapia, e me surpreendi com a resposta positiva da psicóloga. Parece que certos momentos precisamos de uma afirmativa [mesmo que ela preceda de situações não tão confortáveis], de uma visão neutra de tudo o que esta ocorrendo e dos passos que estou dando, rumo ao desconhecido chamado VIDA!

Falei muito mas não disse nada. É esse o verdadeiro propósito. Ao menos, por hora, não seria inteligente ou viável explicar o que pretendo fazer. Gosto da ideia de concretizar o plano e depois compartilha-lo. Sei lá [ou sei de fato], mas acredito que isso faça algum sentido.

O que ninguém te conta sobre Honestidade

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O que compartilham ou o que te disseram quando criança acerca da honestidade? Quer dizer, notoriamente quando somos novos temos a honestidade muito aflorada quando somos “confrontados” ou estimulados a dizer o que achamos a respeito de algo ou alguém. E necessariamente nesse mesmo momento aflorado, somos recriminados a sermos honestos apenas em momentos pontuais ou com certos tipos específicos de pessoas. Parece que reaprendi isso verdadeiramente (de ser honesta novamente!) com 29 anos (3 anos atrás…), ou precisamente no início de 2017. Não é estranho que eu apenas com essa idade tenha entendido (e decidido) à importância de praticar (a honestidade) fio a fio? Estranho com poder e propriedade da palavra.

Como o hábito de acordar e escovar os dentes, a honestidade não tem lugar cativo no nosso dia a dia. E como posso generalizar tanto? Simples: veJU poucas pessoas como que vos escreve “colher os frutos” ruins de tanta exposição. Pois é, nem sempre a vida é um mar de rosas. Não digo isso por tratar-se de uma palavra derivada do latim e por ser feminino (se é que entendeu o que quis dizer…).

De maneira bem fluida e direta, a honestidade nada mais é que uma QUALIDADE da pessoa que age com retidão, de acordo com a verdade. Característica do ser que é sincero e em quem se pode confiar, quem possui lealdade. Atente-se a esses pontos grifados [coisa que dificilmente – ou nunca – tenho feito por aqui], porque é disso tudo (também) que quero falar.

Existe um preço oculto, de custo muito alto, nas entrelinhas do que significa ser honesto. Em toda sua totalidade do praticar e entender o quão importante é preciso ser. E para sermos o que queremos, precisamos passar por etapas nem sempre confortáveis. A evolução requer um sofrimento. Não existe neste planeta [ou na galáxia!] qualquer transformação sem um rompimento. Não tenho propriedade psicológica para afirmar isso, mas posso basear-se pelo nascimento de uma criança, que, crescer demanda uma constante modificação física, psico e motora.

Não sou o ser mais fácil de entender entrelinhas. Odeio vitimismo e amo quando a pessoa diz o que gostaria de dizer, de maneira amável e verdadeira. Funciono em um modo de zero filtros. Aliás, graças à terapia [um beiJU em especial para minha psicóloga], tenho entendido que isso é algo primordial para entender quem sou e onde quero chegar. Pasmem, mas o maior arrependimento desta vida adulta da qual me encontro [boletos em dia, estabilidade emocional recente e vida espiritual em foco], foi não ter começado a bendita terapia antes.

Entenderia muito mais coisas logo de cara, evitaria alguns envolvimentos predispostos ao fracasso e pouparia muita gente de um desconforto. Sim, sempre captei quando fazia mais mal do que bem à alguém. E estranho [a mesma do 1º parágrafo] é que fui muito criticada por isso. Enxergava com a graça divina e com a perspicácia que nunca me faltou, que ciclos se iniciam, se vivenciam e se encerram. Insistir em algo que já se acabou é um tiro no pé. E graças à Deus, não tenho mais pendências na minha vida.

Logicamente, como a tendência do ser humano é “ver um problema e já querer se enfiar”, tratei de entender meu atual papel onde me encontro. Realmente quando você acha que possui as respostas da Vida, a mesa gira e você encontra-se em um lugar que jamais imaginou estar. Assustadoramente terrível, impressionantemente maravilhoso. Se alguém virasse pra mim e me falasse que minha vidinha iria ter uma reviravolta em Setembro de 2019, com toda clareza [e certeza!] eu iria gargalhar na cara dessa pessoa [nessa época gotículas salivares eram permitidas no ar].

Foi através de uma mudança profissional, que toda a avalanche do crescer veio acompanhando [e arrastando morro abaixo] meus outros aspectos da vida. Quando olho para trás, não consigo ter raiva, ódio ou tristeza. É uma gratidão mais alta em magnitude do que o Monte Everest. E isso deve-se a que? A postura de ser honesto. Quando se vive a verdade do que vê, do que sente, do que se passa dentro de ti, não existe tempo para arrependimentos. As escolhas, mesmo que provenientes de erros, tornam você melhor, ou na pior das hipóteses, te alertam de maneira direta o que você NÃO DESEJA. Mais do que aprender o que se quer, é ter a certeza [da palavra e da ação] do que você não irá se prontificar a passar novamente.

Minha amiga de trabalho falou algo sábio uma vez [já falou várias, na verdade]: “existem certas situações que se você não graduar, elas irão se repetir na sua vida”. Não sei você que ler, mas loop só serve na roda gigante ou na montanha russa, fora um desses sistemas recreativos, o loop pode caracterizar em um cachorro perseguindo o próprio rabo [mesmo que por diversão] e não saindo do mesmo lugar. Por mais que seja engraçado, não existe beleza nisso.

Atualmente, magoei uma pessoa da qual gosto muito. Minhas escolhas a afetaram de alguma forma, e diretamente o que se tinha pode ter sido quebrado ou nem exista mais. Foi duro perceber que precisei ir até o final para comprovar a mim mesma que estava certa. Infelizmente foi o que escolhi e claramente foi uma péssima opção, porém, foi reconfortante saber que agi com a verdade. Isso, caros, não tem preço. Você colocar a cabeça no travesseiro JUntamente com suas lágrimas e saber que no fim das contas, não existirá dúvidas a ter rondar, ou a energia que se gasta para sustentar uma mentira não irá drenar toda sua vontade de viver… é sem igual.

Então, esse processo não vai ser um caminho florido e cheiroso como a florada das Cerejeiras no Japão, mas lá no fundo, sinto que já valeu a pena ser quem sou e entender que posso melhorar a cada novo acerto ou a cada novo erro a ser aprendido.

Feliz Ano Novo? Oi 2020

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Reeeeeeeeeeesssngaaaaaa!

Tu piscou e já estamos em 17 de janeiro de 2020. Primeiro post do ano que se inicia. Não digo tão novo porque depois de Dezembro, tenho minhas dúvidas, mas em contrapartida, voltei e continuo no “antes tarde do que mais tarde”.

Posso dizer que esperar 11 meses pelo meu mês preferido foi uma péssima ideia para 2019. Ô pessoa desencanada e desprendida de uma “intuição maior” de que “Esse ano não Meu Bem. O fim vai ser pior que o começo”.

Sim, me iludi e me ferrei, mas sobrevivi para contar sem tantos detalhes que estou contente com esse ano e com “o dia de cada vez que estou vivendo”. Os planos de outrora foram todos minados com a mais forte e poderosa bomba. Longe de culpar a Deus ou qualquer outra pessoa, só o leve-breve desabafo de que tudo passou [será mesmo??].

Notícia boa é que entrei nos 32 anos. Um pouco mais perto dos 40 anos [porque mentalmente acredito que isso vai fazer um UPGRADE maior de conhecimento, sabedoria e discernimento de vida] e vou ser tia novamente. Vão ser quatro bacuris para encher minha vida de mais amor e felicidade momentânea [até o primeiro choro ou penúltima birra]. Não serão quatro de uma vez só, são três que ganharam mais um de companhia nessa temporada chamada “Vida Familiar“. Cê eu tô feliz? Pra burro [ou burra no meu caso!!].

Primeiro ano novo da vida que consegui passar dormindo. Deu 22h30 da noite e eu já estava relaxando minhas têmporas no travesseiro em casa. SOZINHA. Sem ligações. Sem roupa e acessórios novos para tal [viva o modo avião do celular – ele não serve apenas para carrega-lo mais rápido]. Sem maquiagem cara ou a caminho do Uber para o evento. Era eu, Deus e minha cama me abraçando e afirmando que tinha tomado a melhor decisão da minha vida [por pura-extrema necessidade]. Salvo o sono até por volta de 00h20/00h40, que eu e meu coração comprovamos que estávamos bem e que a manutenção da saúde nem precisava nos primeiros minutos do ano novo.

Os fogos de artifício que soltaram no bairro foram o suficiente para comprovar que “sim, sua saúde cardiológica vai muito bem, obrigado”. Os dois estrondos quase me arrebataram para o céu. Falharam? Sim. Mas em compensação, senti na pele [e no core mio!!] o que os doguinhos passam quando estão sozinhos em suas casas nessas noites de festas [mentalmente só lembrei do ano novo para sair de casa. Tem o carnaval né?! E conta!?].

Retomei minha leitura [aos poucos!] e o hábito da escrita. Decidi também nesse 1° semestre do ano sair da zona de conforto e fazer coisas que habitualmente não faria, tipo, sei lá, pirueta no meio da rua, sabe?! Coisas bem atípicas. E para fechar com chave de ouro, deixei o meu coração em off [Tchau relacionamento. Oi Deus!] e vou focar em relações interpessoais de riqueza momentânea: o vulgo VALORIZAR MOMENTOS ESPECIAIS. Muitos desses favorecendo as velhas amizades e perceber novas oportunidades de convivência. Aquela ideia de que cada ser humano é um Universo a ser desvendado [e respeitado, por favor!!].

🙂